Como surgiu a ideia do blog?

Escrever para me divertir. “E se alguém pudesse ler, também se divertiria? Quem sabe?”

Sabe quando você está no piloto automático? Você tem uma rotina, tem um trabalho, tem os afazeres domésticos, mas tudo meio cinza? Nessas alamedas de penumbra que a vida nos proporciona, tive o meu contato com aquele ser sábio que habita nos confins do coração. Aquele que aparece quando as coisas estão vazias na mente. Você deve saber de quem estou falando. Se não, pelo menos uma vez na vida você ouviu essa voz, mesmo que em um lampejo. Estou falando da voz da intuição.

Nas minhas terapias (porque tive que fazer muitas terapias), fui convidado a meditar. Nada fácil para um iniciante como eu, que pensava que meditar era silenciar completamente a mente. Minha nossa, a mente é uma tagarela! Com o tempo, você percebe que não se trata de silenciar os pensamentos, mas sim de observá-los e deixá-los passar. Nesse meio tempo, algo essencial conversa com você. Vai por mim, uma coisa acontece. Tente! Ocorre uma clara contraposição entre o pensamento acelerado conduzido pela mente e uma sensação de paz conduzida pela intuição. Quero deixar claro que o pensamento, a mente que alguns conhecem como o Ego, não é algo ruim. Ela deveria ser uma ferramenta para nós e não o timoneiro. Do outro lado, a voz que habita nos confins do coração é chamada de muitas coisas. Intuição, Eu Superior, Eu Divino, Deus. Essa me parece ser a chefe, a líder da “bagaça”. Eu gosto de pensar que é a minha parte sábia, a minha parte conectada com o Todo, um Eu Superior. Mas vejam, é uma parte. Não tenho a pretensão de me comparar com nada divino. Eu gosto de ler sobre temas exotéricos, filosofias e todo o pacote zen, e pelo que entendi eu sou um ser bem complexo que veio aqui como uma ideia do TODO para evoluir a minha consciência, ou seja, sou parte do TODO. E, pelo que também entendi caro leitor do outro lado da telinha, você também é. Pelo meu trabalho de expandir a minha consciência, já ajudo na somatória de expansão de consciências no mundo. Olha que sensacional!

Então, por que fazer o blog? Lá na seção “Sobre mim” você verá que quando eu era jovem, muito mais jovem do que hoje (quem pegou a referência?) gostava de escrever e desenhar. O pequeno Luís tinha mais conexão com o sábio do coração. Contudo, penso que o caro leitor que lê estas linhas irá concordar e talvez até se identificar, o caminho se desviou um pouco. Com o passar dos anos, os condicionamentos sociais, obrigações, diploma, profissão, ser bem sucedido e ter dinheiro começaram a permear a vida do pequeno Luís. A sorte é que existem Professores neste mundo. E digo Professores com P maiúsculo, pois foram capazes, digamos assim, de encapsular a essência do pequeno Luís. Eu me lembro de duas professoras de Português, Vânia e Sônia, que incentivavam os alunos a escrever redações e a ler livros. E lá foi o pequeno Luís tomar gosto pela leitura. Lia livros da Editora Ática da coleção “Para gostar de ler” e livros de crônicas de Luís Fernando Veríssimo (se leram “Sobre mim” sabem que eu o chamo carinhosamente de Xará Veríssimo, o estilo de escrita dele é minha inspiração, acho o máximo!) Enfim, desses muitos trabalhos de Português nasceram dois personagens na época que estão neste blog. O detetive particular Ted Rocky e a abelhinha Lina.

E aqui está o porquê, meu caro leitor que já deve estar cansado de acompanhar o meu relato maçante. Fui chamado pela minha essência recém desperta daquela “cápsula” para fazer algo que me deixa em Flow: escrever e criar histórias (até me arrepiei enquanto escrevia isto). Sinto que é algo que pode ajudar as pessoas. Algo que pode melhorar o dia de alguém. Então, pensei, por que não?

Um livro que me marcou muito nessa jornada até aqui se chama “Roube como um artista” de Austin Kleon, indicado pelo mestre da criatividade brasileira Murilo Gun (se não o conhece, procure saber sobre esse cabra!) Já no começo do livro, Kleon cita uma frase atribuída a Pablo Picasso: “Arte é furto.” Basicamente ele demonstra o enunciado de Lavoisier na arte dizendo que nada é original. Ele diz: “Todo trabalho criativo é construído sobre o que veio antes.” Não sei você, mas isso faz um puto sentido pra mim.

Lá no capítulo 3, eu li: “Escreva o livro que você quer ler.” E ele continua: “Escreva sobre o que você gosta e não sobre o que você conhece.” Acho justo. Eu sou graduado em Farmácia e estou como servidor público no meu município. Poderia escrever sobre muitas coisas técnicas da área, pois tenho conhecimento. Entretanto, não quero. Quero escrever sobre as aventuras de um detetive particular brasileiro que desvenda casos dos mais inusitados em meio a uma crise econômica ou escrever uma fábula que contém uma mensagem mais profunda sobre autoconhecimento e filosofia tendo como protagonistas uma vovó abelha chamada Rita Bee e sua neta Lina Bee ou ainda escrever sobre as peripécias de torcedores de futebol apaixonados pelos seus times. Sobre isso eu gostaria de escrever. E foi o que eu fiz.

Para finalizar o meu raciocínio (prometo que estou acabando), Austin Kleon diz: “Faça um bom trabalho e compartilhe-o com as pessoas.”

Eu não saberia dizer se o caro leitor julgará o meu trabalho bom, se o conhecer. Tudo bem! Para mim, ele é desafiante, há falhas e há melhorias. Criar e alimentar este site/blog é um desafio. Começar a escrever foi um desafio. Encorajado pelas passagens do livro do Austin, foi durante um fim de semana em Lavras Novas com minha amada esposa Talita, tomando um vinho em um chalezinho (Lavras Novas é um belo lugar, tem uma energia muito gostosa, eu recomendo) e também encorajado por ela que eu comecei a escrever os contos enterrados no fundo da cabeça criativa do pequeno Luís com uma nova roupagem. Ressurgiram Ted Rocky, a abelhinha Lina e outros personagens que já estavam lá no arquivo da mente.

O “como” compartilhar foi iluminado pela minha prima Luanda em uma conversa casual, dias depois. Quando eu disse a ela que começara a atacar de escritor ela perguntou: “Você tem intenção de que as pessoas vejam? Se sim, eu sugiro a você criar um blog.” Pronto, olha eu aqui!

Enfim, penso que o trabalho começa a se tornar bom na medida que eu sinto o aumento da minha vibração e entro em Flow. Ao deixar a minha energia vibrando alto, eu me ajudo e por tabela ajudo quem está ao meu redor. Eu acredito nisso.

Se você leu até aqui, gratidão. Aproveito o momento para prestar gratidão às minhas professoras, à minha prima, à minha esposa e a todas as pessoas que me ajudaram na minha jornada.

Eu sou o Luís Fernando Gurgel e escrevo aqui no CrônicaBox. Faço votos que você do outro lado da telinha se divirta.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

6 comentários em “Como surgiu a ideia do blog?

  1. Primeira a chegar para te desejar as melhores vibrações!
    Que os caminhos se abram!
    Obrigada por compartilhar as maravilhas da sua essência com o mundo!
    Já sou fã!

    Curtido por 1 pessoa

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