P.I.S.T.A. #03

São tantas emoções, bicho!

Olá caro leitor do outro lado da telinha! Hoje desejo “sortá” um trem acumulado.

Você sabe o que é P.I.S.T.A.? Nããão? Quer saber? Eu explico no primeiro post desta categoria. Dá uma olhadinha lá!

Essas últimas semanas foram desafiantes, caro leitor. Vocês sentiram o corpo e a mente mais pesados? Cruz credo, o trem ficou esquisito! Não é novidade para ninguém que estamos vivendo no mundo inteiro uma situação que esta geração ainda não tinha visto. A pandemia mudou o nosso comportamento. E exigirá que as mudanças sejam sustentáveis. Só que eu senti um trem mais pesado nessas últimas semanas e estou aqui compartilhando com vocês.

No fundo, lá no fundo, eu tenho a ideia certa de que tudo isso serve para ajudar a humanidade a SER mais humana. Viemos para cá para isso, não é mesmo? Não foi para ser quartzo rosa, uma samambaia, uma flor de laranjeira ou um cachorro (que por vezes acho que são melhores que certos que se dizem humanos). 

A filósofa e professora Lúcia Helena Galvão (caro leitor, procure saber sobre esta mulher!) disse em uma palestra que assisti que um ser humano que atinge um grau superior de consciência pode iluminar muitos outros, só por eles existirem. O fato de ter existido Sócrates, Platão, Aristóteles, Pitágoras, Sidarta Gautama (o popular Buda) entre tantos outros seres humanos são exemplos de que nós temos em quem nos mirar. Por vezes incluímos essas pessoas no imaginário dos Super Humanos, mas eles foram humanos, no sentido puro da palavra. A professora Lúcia Helena diz na palestra que é como se Buda subisse numa alta montanha e desse tchauzinho para nós aqui embaixo convidando a subir o tortuoso caminho. Ele diria: “Subam, vejam como eu subi. É possível!” Porém, o caro leitor há de concordar, um “fruta” desafio!

Por que estou nessa viagem toda na PISTA? Porque como eu disse, estas últimas semanas me derrubaram as “barreiras das AM FM dos elevador”. Senti-me muito pesado. Minha frequência vibrou baixo, e foi de uma hora para outra. Em um momento eu estava centrado, buscando o baricentro e tentando ficar por ali e de repente… Pimba! Caí. O contexto do mundo externo influenciou, com certeza. As energias negativas estão rondando todos nós, mesmo que evitemos os noticiários. Outros ocorridos na família me abalaram, mas eu estava certo que absorvia na medida, sem me deixar abater. Penso que isso possa ter influenciado, como se eu tivesse absorvido as coisas feito uma esponja e não percebi que fiquei saturado. 

Não quero colocar culpa em ninguém, nem nas situações. Aprendi com o Pathwork que existe um negócio chamado autorresponsabilidade. O que eu quero compartilhar aqui é o aprendizado (todo dia temos um, não é mesmo?). Eu tento deixar a vibração alta para compensar esses momentos inevitáveis de vibração baixa. A recente experiência me mostrou que, às vezes, não é o suficiente. Virão dias que estaremos tristes e irritados. Pra caramba. Independente de quem ou o quê, vai acontecer. E está tudo bem, sem pânico! Eu posso e devo passar por isso. O pulo do gato é tentar manter o equilíbrio. Ouvi da Professora Lúcia Helena outro dia (estou dizendo, cola nessa mulher!) um saber da escola de filosofia dos estóicos, sendo um dos seus principais pensadores o filósofo Sêneca. Dizia-se que os estóicos seguiam a ideia do sereno contentamento. Este pensamento é para mim a ideia do equilíbrio que eu tenho buscado. E tem tudo a ver com a Lei Universal do Ritmo, uma das sete leis universais segundo a filosofia hermética (que é um trem difícil pra caramba, o livro que fala disso se chama “O Caibalion”. E este é um assunto que faz correr muita tinta, outro dia eu tento escrever sobre isso). Em suma, a Lei do Ritmo diz que “Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.” (trecho retirado na íntegra do livro O Caibalion).

Entendeu onde quero chegar, caro leitor? Não, né? Ou sim? O que quero comunicar é que estamos todos dentro desse pêndulo chamado vida. Inevitável. Lá nos estudos herméticos é dito que com uma grande dose de treinamento da consciência (que eu chamei de flexões de mente) podemos neutralizar as vibrações negativas. Fixar no topo da página as boas vibrações e olhar para elas quando as vibrações negativas chegarem. Olhar para o topo da montanha e dar tchauzinho para Buda (nó, que viagem!). Mas, claro, isso é mais provável de acontecer se o pêndulo estiver oscilando menos (lembra do Sêneca e o equilíbrio?)

Vejam, os hermetistas dizem que não é possível destruir a onda das vibrações negativas, a Lei Universal do Ritmo é bem clara. O que os estudantes avançados fazem, segundo o livro, é deixar o pêndulo mental vibrar para trás no plano inconsciente. Eles conseguem recusar as vibrações negativas colocando-as de propósito no inconsciente sem que a Consciência seja afetada. Imagine que é como se estivéssemos pulando uma onda do mar (a maioria de nós já fez isso no ano novo, não é?). Pulamos, mas a onda passa por baixo de nós e continua seu caminho; depois ela se recolhe e volta para o mar. Os hermetistas chamam isso de Transmutação Mental. A Transmutação Mental é o Santo Graal da filosofia hermética, o nível Pós-doc de toda a parada, a faixa preta décimo Dan do bagulho. Putzgrila, phodaralho não é mesmo? Parece papo de um doido, mas eu acredito nesse trem. E, como disse a professora Lúcia Helena, já existiram seres humanos capazes de realizar isso, então é possível! Vamos tratá-los como faróis para a humanidade. Bom, não vou ser presunçoso e dizer que serei um Buda, mas posso dar um tchauzinho para ele mais de perto, o mais próximo do topo da montanha que eu conseguir! 

Tentarei explicar de uma outra maneira.

Outro dia, nas minhas viagens no Vale da Mirabolância, fiz uma analogia entre os pesos das emoções e os pesos de um halter (espero que Isaac Newton me dê licença para publicar essa viagem!). Eu me perguntei: por que é mais difícil sair do ciclo de emoções negativas? Eu respondi: porque são mais pesadas. Tente me acompanhar, caro leitor, desapegando da física clássica. Eu associei que as emoções negativas possuem frequência vibracional mais baixas (nessa eu posso provar, procurem a escala das emoções do Dr. David Hawkins) e portanto, mais arrastadas, menos intensas, menos energéticas. 

Ok? Beleza, agora convido a imaginar que você acabou de entrar em uma academia. Tenta levantar o halter de 10 kg e nem o tira do lugar. Pesado, não é? Então você começa com um mais leve. Você continua frequentando a academia, treinando, suando, até que um dia, pá… você consegue levantar o halter de 10 kg. E agora, caro leitor, você considera até fácil levantar o de 10, cogitando levantar o de 12 Kg. Que isso hein, monstrão!

Eita Luís, para quê esta viagem e este sacrilégio contra a física clássica de sir Isaac Newton? Sim, eu funciono fazendo analogias para tentar entender os trem. Aqui a minha tentativa foi que, com muito treino e disciplina mental (o que chamo de flexões de mente) conseguimos dominar as emoções negativas. Como se estivéssemos levantando um halter carregado delas. E para carregá-las fortaleço a mente tentando elevar a minha vibração. Como? Meditando sobre a gratidão genuína (tem efeito Toddy no leite, quase instantâneo de elevar a vibração), meditando sobre voltar a atenção para a natureza, ouvindo músicas que me acalmam (fiz isso hoje, escolhi os temas líricos de “O Senhor dos Anéis” para imaginar as belezas da Terra Média, de Valinor, dos Elfos e a majestade dos Homens dentre tantas outras sensações boas que a música me proporciona).

Acredito que essas ações funcionam como um tipo de exercício para a expansão da Consciência (para mim, é esse o propósito da bagaça toda!). Ouso dizer que esse seria o treinamento da Lei de Neutralização dos grandes seres humanos que caminharam nesta Terra. Vamos tentar praticar? Você gostaria de receber um tchauzinho mais de perto de Buda? (Comentário aleatório, eu me lembrei de um “causo” ocorrido na ocasião em que Paul McCartney fez um show em Belo Horizonte nos idos de 2013. Havia um esquema de segurança na entrada do Mineirão onde estavam os fãs esperando o Paul chegar para o show. Passaram muitos carros pretos com o intuito de nos ludibriar. Paul, super simpático e ignorando completamente o plano, abriu a janela do seu carro e deu um tchauzinho para nós. Meu amigo e eu estávamos a poucos metros daquele carro. Foi uma sensação muito boa, caro leitor!)

Se o caro leitor do outro lado da telinha chegou até aqui, gratidão! Tenha certeza que escrever isso, especialmente hoje, me fez sentir melhor! “Sortei” os trem acumulado, sô!

Um salve! Namastê! Até a próxima P.I.S.T.A.!

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

2 comentários em “P.I.S.T.A. #03

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