P.I.S.T.A. #08

REVOLUÇÃO

Olá, caro leitor do outro lado da telinha! A prosa inventiva (prá) sortá (os) trem acumulado está no ar!

Hoje eu completo mais uma revolução solar. É a trigésima quinta vez que eu testemunho o Sol passar naquela mesma posição em algum lugar do Universo na casa de Gêmeos. Nem sempre consciente, é verdade. Nas primeiras vezes, então, com certeza nem ligava para isso. A tarefa nas primeiras revoluções era comer, dormir e gerar resíduos nada aromáticos (pobres de mamãe e papai!). Mas estou tentando ser mais consciente nos últimos tempos! E este pensamento foi o gatilho para mais uma das minhas viagens no vale da Mirabolância.

Viajei na palavra Revolução.

“Revolução” tem dois sentidos segundo o dicionário. Um dos sentidos é o usado na Astronomia e significa retorno periódico de um corpo astral a um ponto da própria órbita.

O outro sentido se refere ao ato ou efeito de revolucionar-se, ou seja, transformar profundamente, causar sensível mudança em alguma coisa.

Esta última definição me acompanhou durante muitas aulas de História. Suponho que todos já ouviram falar de Revolução Francesa, Revolução Industrial, Revolução Cubana, Revolução Americana, etc. O que esses movimentos sociais tinham em comum era a ideia de quebrar as estruturas de um senso dominante. Como se dissessem “Ó, esse trem não está bom, não estou satisfeito, quero mudar”. Obviamente, a revolução nestes moldes gera conflito. Conflito de ideias que na maioria dos casos se manifesta em confrontos físicos e em guerras. Robespierre que o diga. 

Na minha viagem, imaginei que dentro de nós há uma parte Robespierre querendo revolucionar a consciência. Transformar as ideias, sair do conformismo e condicionamentos impostos pela atual sociedade.  O mundo diz “seja isso”, “seja aquilo”, “isso vai te trazer fracasso”, “aquilo é o certo”, “busque o sucesso”. Este é um discurso que nos coloca em uma prisão.

A Revolução começa quando iniciamos a busca da liberdade! Liberdade de ser. Sair da “Matrix”. E isso é ótimo! O problema é quando o nosso Robespierre interior, virado no Jiraya, utiliza de violência e quer guilhotinar o “velho eu” opositor de suas ideias. Ele vira um tirano. O veneno do poder. Isso pode causar muita dor, pois representa uma briga interna entre duas frentes de pensamentos opostos. Um quer continuar usando a máscara, o outro quer quebrar esta máscara. Nesta hora a Revolução precisa de uma pacificação, uma dose de Mahatma Gandhi, talvez. 

Misturando toda essa massa revolucionária no liquidificador, cheguei ao meu próprio conceito de Revolução.

Perceba, caro leitor, que a palavra evolução está contida em revolução. Posso brincar com os conceitos da gramática e afirmar que o sentido do prefixo “Re-” nesta palavra traz a ideia de repetição e de reforço. 

Portanto, a palavra revolução no dicionário moderno “Luisista” quer dizer evoluir continuamente. 

E trago argumento forte sobre esse sentido, utilizando-me do conceito maravilhoso de Murilo Gun (olha ele aí de novo, cola neste cabra!) sobre a espiral ascendente do conhecimento.

Estamos girando em torno da ideia de sermos livres de pensamentos e com o compromisso de expandir a consciência para contribuir com o aumento da vibração em frequências construtivas no mundo (isso é muito bonito). Autorresponsabilidade, caro leitor! A cada giro na espiral voltamos a um aparente mesmo ponto, mas estamos um pouco mais acima. A consciência um pouco mais ativa liberta e dá a energia que propulsiona para um patamar mais alto. Antes o que te afligia era muito doloroso. Com uma revolução e vendo de cima na espiral ascendente, não aflige e nem dói mais.

E assim evoluindo continuamente, “revoluindo”.

O suco ficou saboroso depois de bater no liquidificador da minha mente? Na minha cabeça recém revolucionada fez total sentido.

Sou uma pessoa que gosta do aniversário. Hoje pela manhã minha mãe me enviou os parabéns. Agradeci a ela pela vida. Com o passar das revoluções (astronômicas e transformadoras) sinto que aprecio cada vez mais a vida. Celebre a vida! Celebre a jornada! Confia no processo! 

Que venham mais revoluções para cada vez mais evoluir!

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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