Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #03

FRAGMENTOS SOLTOS E INCOMPREENSÍVEIS

Brasil

Sentimento de ser brasileiro

Raiva, raiva, raiva.

O que é aquela casta em Brasília?

Onipotência?

“Aos amigos tudo, aos inimigos o rigor da Lei.”

Desilusão verde amarela.

Quem é o inimigo? 

Veste Verde e Amarelo?

Veste Vermelho?

Veste Azul?

Não importa a cor. 

São muitos Brasis.

Posso falar por mim.

Nunca antes na história deste país

Senti tanta raiva 

Direcionada a um símbolo.

“Vá de retro, Messiah!”

Controverso, não?

Mais controverso é o não à vida. Declarado.

O antagonista.

Representa o avesso do que entendo ser humano.

Estariam todos enfeitiçados?

Pessoas queridas sob o feitiço.

Estaria eu enfeitiçado?

O que é certo, o que é errado?

Longe de mim responder a esta pergunta.

Perto de mim reconhecer o meu sentimento. 

Raiva, raiva, raiva.

A cada dia, mais reconhecida.

Um cadinho no descaso.

Outro cado na empáfia e marasmo.

E um cadão na incompetência para a imunização

Contra o vírus, (da) desinformação.

Poderia eu pequeno influenciar algo?

Poderiam eles grandes influenciarem algo?

Aqueles do céu, do (Ney)mar, da terra?

Sinto-me menos brasileiro. Tenho herói? Preciso?

Mas Brasileiro eu sou. Dedicado a não desistir.

Visto preto e branco e procuro resistir.

Mão fechada estendida em direção ao céu.

Shoryuken! Até as estrelas. De tantas cores. Onde mora a esperança.

Ainda há a voz da esperança, aquela danada! 

Sussurra. Como uma brisa de verão.

Pequeno eu sou, uma voz que não grita.

Porém espera. E assume responsabilidade.

Compromisso com a própria verdade. 

Você tem a sua. 

A minha esclarece não quero um Messiah.

Quero protagonista. 

Da vida.

Brasil, Brasil, Brasil!

Quero-o cordial. Cores harmonizadas.

Para ficar apenas a alma.

Una. Lugar para todos.

Salvem o pendão da esperança.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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