As peripécias do Casalzinho Bacana #05

(crédito da imagem: artista Raquel Segal – perfil no Instagram @aqueleeitaoficial)

Alegria de casal

Foi o meu amigo Filipão quem me enviou a imagem que ilustra este texto.

E posso dizer, como praticante e devoto da instituição “Casamento com a Tátá”, que cada linha da figura é verdade para um “falo”. 

Aconteceu aqui em casa. 

Uma certa manhã na cozinha, entre os tradicionais “bom dia, dormiu bem?” seguido de um gostoso xamego na região do pescoço (eu não resisto fungar no cangote dela e esperar pela risada que ilumina as minhas manhãs… quase como o Sol), estávamos preparando as panquecas na velha frigideira de material antiaderente que já dava mostras de estar a perder o prefixo, ou seja, tornando-se uma frigideira aderente.

Não é preciso dizer que isto “emputecia” os cozinheiros. 

Solução: adquirir uma nova frigideira antiaderente.

“Mas vamos comprar de uma marca boa!”, Tátá deu o seu veredicto.

Nada mais justo, nada mais justo! A atual frigideira, rebaixada em sua característica e tornando-se um estorvo, não era das marcas mais confiáveis. Admito que o preço na época chamou a atenção. Como minha avó dizia: “O barato sai caro!”.

E compramos. Uma frigideira antiaderente da marca Rochedo. Bonita e cheia de promessas. Uma delas que era livre de PFOA (quem viu o filme “O preço da Verdade” sentiu o arrepio na espinha). O PFOA é uma substância química tóxica que era usada antigamente nas famosas panelas de Teflon. Se hoje estamos totalmente livres destas substâncias tóxicas, só Deus para saber. Oremos! 

Junto com a frigideira que estava com preço promocional, compramos uma espátula nova de material plástico e um cortador de bolo inox. Que alegria! É sério, ficamos muito alegres. 

Chegamos em casa e preparamos a panela; porque tem uma preparação antes de colocar a sua massa de panqueca lá. Siga as instruções de tudo o que compra!

Frigideira perfeita. Espátula também. Marca boa, confiável e preço promocional. 

O casal estava muito contente! 

Realmente, a alegria do adulto é comprar um conjunto de panelas antiaderentes em promoção, comprar sofá, comprar a própria SmartTV da Samsung, comprar o aspirador de pó Philco 2 em 1, comprar a roupa que estava namorando há três meses esperando o preço baixar, etcetera.

(Nota do autor: todas as compras pagas em suaves prestações no cartão de crédito e em tempos distintos. Nota do autor II: o aspirador foi presente do Daniel, irmão de Tátá. Beijo Daniel, te amamos!).


Ah, e pagar boletos! Sim, pagar boletos é uma das alegrias de adulto! Bem cringe, não é pessoas da geração sei lá qual? 😀

“Cada vez mais eu entendo o que os Mamonas Assassinas queriam dizer sobre a felicidade ser o crediário nas Casas Bahia. Apesar de hoje termos o cartão de crédito, é quase a mesma coisa!”, este foi um comentário perspicaz da Tátá que registro aqui.

A mais recente constatação da alegria de adulto foi a visita que fizemos à loja da LeRoy Merlin, com o intuito de comprar uma cortina blackout para nosso quarto. A velha cortina estava se despedaçando e pendurada por um fio, literalmente.

Minha nossa! Que loja maravilhosa! 

Ao entrar na loja da LeRoy Merlin tenho a mesma sensação de quando eu entrava na loja de brinquedos quando criança. Os olhinhos do pequeno Luís brilhavam e ele queria levar tudo o que via pela frente. Claro que neste caso, querer não é poder. E isto se aplica ao adulto Luís também. 

Cheguei a comentar isso com a Tátá, mas ela não ouviu. Estava entretida no corredor de artigos para banheiro, com os olhos brilhando.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

4 comentários em “As peripécias do Casalzinho Bacana #05

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