Poeminhas ligeiros – O Maior Romanceiro da Paróquia #06

TREM NOTURNO

Foi durante a leitura de um bom livro.

Trem noturno para Lisboa.

Que por si já era uma viagem.

O personagem sugeriu uma passeada no tempo.

Naquela encruzilhada de decisões.

“Como seria se?”

Fui levado nessa toada.

Fiz minha própria viagem no trem para o meu passado. 

Como seria se eu…?

Deparei com encruzilhadas. 

O caminho alternativo coberto de névoa.

Apenas contornos possíveis de reconhecer e interpretar. 

E prospectos de outras encruzilhadas.

Mas o suficiente para que eu chegasse a uma conclusão. 

Com você, estou na minha melhor versão. 

Sem névoa de dúvida. 

Sem sombra na encruzilhada.

E de volta da viagem, no mesmo trem.

Vejo você com rosto iluminado, sorrindo. 

Combustível para minha alma.

Que continua a percorrer no trem real.

Em frente. Em direção a mais encruzilhadas.

Eu me sinto energizado e compreendo.

Coincidências não existem.

Enxergar as escolhas e procurar o aprimoramento. 

Que vem de sólidos relacionamentos.

Que depende do estágio de consciência naquele momento. 

O momento que é sempre o aqui e o agora.

Nem no trem de ontem, nem no trem de amanhã. 

No trem presente que sempre traz novas possibilidades. Mudança e aprimoramento. No seu ritmo, no seu tempo.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

2 comentários em “Poeminhas ligeiros – O Maior Romanceiro da Paróquia #06

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