Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #15

MOKSHA, EU SOU LIVRE

O que é o tempo?

Anos se passando pelo corpo físico?
Segundos de uma inspiração
e o alívio da expiração?
O tic-tac do relógio?

O canto de um passarinho pela manhã?
O atraso no trabalho?
O adiantamento de salário?
A procura de um emprego?
A barriga vazia e o medo?

Quantos infinitos cabem neste tempo?

O que é o tempo?
Uma moeda de troca limitada?
Uma poupança no banco?
A prestação honrada?
A espera da noiva?
O choro do bebê?
A casa financiada?

Quantos passam sem ter tempo?
E quando minha efemeridade por aqui se esvair
Acabou o tempo?

...

Ou o Tempo continua…

Onde é o Tempo?

Seguindo uma linha em direção à luz
para o Templo, a morada infinita?
O caminho do Templo é o Tempo?

Quantos Tempos existem?
O meu é o mesmo que o teu?
Chegaremos à mesma morada?

Então o que mais tenho é este Tempo?
O Tempo em que estou percebo o tempo passar.

...

Moksha.
Sou livre.
Outro tempo aqui não existe,
ele é prisão.

Mas sou livre.
Moksha.
A passagem para a iluminação.
O Tempo não passa por aqui.
Eu passo pelo Tempo.
Infinita evolução.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

2 comentários em “Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #15

Deixe uma resposta para leacsp Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: