P.I.S.T.A. #15

Sobre as necessidades da Criança Interna

Costumo imaginar que há vários Eus dentro de mim.

O Eu Criança, a minha criança interna, detêm as minhas emoções imaturas. Não raramente ela aparece. Hoje mesmo deu as caras. A minha criança traz as necessidades elaboradas na infância não atendidas e crenças muito enraizadas. Necessidades que naquele tempo da infância faziam sentido e eram verdadeiras. Afinal, era o início da jornada e éramos muito imaturos.

Acontece que crescemos fisicamente e mudamos, mas por vezes, não crescemos emocionalmente. Essas necessidades se tornam falsas quando nos tornamos adultos. A não satisfação dessas necessidades vira a morte. Aí, o Eu Criança grita!

Vem cá, minha criança, vamos sentar e tomar um café! Eu a acolho e a ouço. Eu quero ressignificar esses sentimentos originais do meu passado. Quero renunciar a necessidade falsa e abrir a verdadeira necessidade para a minha autorrealização: perceber o desenvolvimento interior. Para isso, minha criança, preciso prosseguir na busca das barreiras e crenças mais profundas da minha alma e removê-las.

Necessito de autoamor e autoaceitação, não necessito esperar que bons sentimentos provenham do exterior.

As necessidades falsas provindas das emoções imaturas da criança interna nunca serão satisfeitas. E, por vezes, estas são exigências impostas aos outros, como se os outros pudessem satisfazer a minha criança. Uma vez não atendida, perpetua-se um ciclo de frustração e sofrimento. Porém, em uma jornada consciente, o sofrimento é uma grande oportunidade para evoluir.

Minha criança interna, gostou do café?

“Não, não gostei e não entendi!”, ela poderia responder.

Com o trabalho frequente de auto-observação teremos mais oportunidades de identificar reações antes ocultas naquelas situações em que nos sentimos ansiosos e pouco à vontade em certos ambientes. 

Vamos acolher nossa criança com carinho?

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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