O BARBEIRO DE PLANTAS #21

OCASO

O Astro Rei completa mais um ciclo.

A luz suspira entre verdes colinas.
Contorna formas para marcar o último ato.

Silhuetas
À pouca luz, vê a beleza.
Integradas formas.
Efêmeras.

Deleite com o fim do ciclo,
Início de outra penumbra.
A Lua, rocha suspensa no céu, avistada.
Na oposição à luz,
Refletida.
Sombra.

Outra jornada anunciada.
Amanhã a luz é esperada.

Ao Astro Rei pouco importa.

Mas a tua fogueira se renova.
Silhuetas para se ver.
Na treva interior, há a beleza da autorreforma.

Alimente sua chama.
A Estrela permanece acesa.

A mensagem é de esperança.
Um novo ciclo há de nascer.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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