AS CAMADAS QUE ME FAZEM CHORAR

P.I.S.T.A. #22

Olá cara leitora e caro leitor do outro lado da telinha. Vamos de prosa, prá sortá os trem acumulado?

Frequentei um grupo de Pathwork e ali muitos estalos foram me ocorrendo. Foi a partir dali também que passei a me interessar mais em filosofia e estudos sobre autoconhecimento. Como já disse em outra oportunidade (P.I.S.T.A. #05 – O Caminho), o Pathwork não é religião, seita ou qualquer coisa que se encaixe nessas definições. Eu o entendo como uma ferramenta para evolução pessoal. E foi nesses estudos que me veio a seguinte viagem na P.I.S.T.A. de hoje.

As Máscaras! Todos devem saber a definição dessa palavra. Peça que cobre parcial ou totalmente o rosto para ocultar a própria identidade. Em que pese que o significado de máscara tomou o sentido de saúde pública nos últimos tempos, para este texto gostaria de me ater à primeira definição.

Já sentiu que não raramente precisa vestir uma forma para se encaixar nas convenções sociais? E que essa forma não é você, mas insiste em se reafirmar nessa peça? E que essa sociedade está doente, de modo que você usa uma roupa que te deixa doente? Você usa essa máscara como reação ao ambiente em que vive? Ou uma reação ao que idealiza sobre você mesmo? Já sentiu isso?

Uso a máscara para agradar alguém? Para proteger quem?

Lá no Pathwork ouvi isto: as máscaras por nós utilizadas desenvolvidas para proteger o nosso ego são camadas que ofuscam o Verdadeiro Eu, a sua essência divina (o Eu Superior).

Nosso Eu Superior está no centro, para chegar até ele precisamos descascar essas camadas e, tal como uma cebola, muitas vezes isso vai nos fazer chorar. Pois iremos tocar nas nossas feridas e encontrar nosso lado sombra (Eu inferior). 

As máscaras são as partes mais nocivas do nosso Eu. Elas nos deixam inconscientes e longe da Unidade e do equilíbrio. Do uso constante da máscara nasce o Eu-idealizado, o inatingível na prática, mas o intocável na ideia. O ego acredita ser o Eu-idealizado. Este Eu não possui defeitos, não possui sombra nenhuma. Ele acredita na própria perfeição e sofre quando instigado a ver a realidade. A dualidade.

Porém, várias vezes li algo dito por diversas pessoas de diferentes culturas e diferentes formas de ver a espiritualidade: que somos luz e sombra, e mesmo a sombra tem sua fonte na luz, ou seja, podemos transformar essa sombra de modo que a levemos para a positividade. Mas, sem encará-la e trazê-la à consciência, isso será impossível!

Dentro dessas camadas o Falso Eu ou o Eu Idealizado permanece! O ego não se desenvolve e permanece totalmente identificado com a máscara.

É tempo de retirar as camadas e chorar para seguir o caminho da autotransformação!

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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