As peripécias do Casalzinho Bacana #07

TRINTA DE MAIODIA SANTO

Apreciem o relato histórico da namorada, atual esposa (cruzeirense, ainda sim maravilhosa!), deste atleticano, que permanece Galo Doido (uma vez até morrer), um pouco menos doido (pouca coisa!); nos idos de 2013.

Luís e eu nos encontramos pessoalmente pela primeira vez no dia 30 de junho de 2013. Desde então nos lembramos com carinho de todos os dias “30”, pois é nosso “mêsversário”. Pois bem. Certa vez, num dia 30 de maio, como hoje, acordei empolgadissississíma com a data e fui atrás do Luís.
Quando nos vimos, notei que ele não estava lembrando da importância do dia e o convidei para comprar os presentes do dia dos namorados (quem sabe assim ele não lembrava né?). Mas ele não lembrou. Fiquei meio chocada, mas o dia estava apenas começando e ele ainda tinha muito tempo para se lembrar.
Enquanto andávamos pelas ruas, entre vitrines lotadas de corações e ofertas nada atraentes para nossos bolsos, eis que Luís disse:

— Noooooooooh! — que em mineirês quer dizer “minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!!!”

— Ele lembrou!!!! Aaaaeeeeeee!!!!! — pensei eu, com mais esperança que mau aluno à espera da nota final.

— Você sabe que dia é hoje? — perguntou Luís todo empolgado.

E eu abri o mesmo sorriso que o meu cachorro abre quando eu pergunto para ele “quem é o meu neném? Quem é o meu neném lindo?”

— É dia de São Victor do Horto! — exclamou o Luís.

— Oi?


E ele me falou emocionado sobre a defesa milagrosa do Victor aos 45 minutos do segundo tempo, naquele jogo contra o Tijuana em 2013. Nem precisava me explicar muito, porque no momento dessa defesa eu estava dormindo tranquila no meu berço e o alvoroço que tomou conta da minha casa foi um choque traumático para mim. Ouvi toda a descrição, virei um Minion e me fingi de brava só pra causar.


Desde então o dia 30 de maio é dedicado ao santo do Horto. Todo dia 30 de maio eu faço pose de Minion, finjo ciúmes e cobro a penalidade máxima aspirando 3 pontos e uma vaga na próxima fase. Luís acha graça, insiste na importância daquela defesa e levanta o pé alegando que eu tenho todos os outros dias “30” só pra mim. Que defesaça, meu povo! Esse goleiro Luís sabe argumentar. Apita o árbitro, acaba o jogo. Nem 1 a 0, nem 0 a 0, nem 2 a 1. No nosso amor não tem placar.

Oi, Vander Lee, a sua arte se encaixa aqui.

“Ela finge que não, mas no seu coração
Ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão
Eu sou Galo e ela é Cruzeiro.”

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: