(In)Certezas

P.I.S.T.A. #26

Humberto Gessinger, filósofo contemporâneo que sublima as suas ideias na forma de música, escreveu em uma de suas obras:

“Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas a dúvida é o preço da pureza
E é inútil ter certeza”.

Converso com Gessinger na minha dimensão imaginativa, tomando um chimarrão (já experimentei a bebida, minha sogra é gaúcha) e convido para a resenha outro grande amigo, Sócrates (no meu mundo de entressonho, sou amigo de todos os filósofos, músicos, pintores e artistas que admiro).

Gessinger toca, canta e sapateia Infinita Highway (o homem é uma banda ambulante). Ao final, Sócrates, muito centrado, apenas meneia cabeça em concordância e reitera:

“Como eu disse, só sei que nada sei.”

Bebendo dessa fonte inesgotável de conhecimento, tentando focar os raios da razão para escarafunchar a mente em busca da Sabedoria, eu emendo, tímido, perante as tamanhas vozes. Mas digo, mesmo com medo:

“Tirando a mortalidade, a única certeza, o que sobra é a dúvida. Quanto mais conheço, mais dúvidas tenho. E por desconhecer, fico sabendo da minha ignorância.”

Meus interlocutores sorriem para mim. Neste pedaço de possibilidade, no meu próprio mundo de devaneio, sorrio triunfante sorvendo o chimarrão.

Publicado por Luís Fernando

Desde criança tive gosto por escrever e desenhar. Quando descobri Luís Fernando Veríssimo na minha adolescência, carinhosamente chamado por mim de Xará Veríssimo (mas isso ele não sabe, ou talvez já saiba!), formou-se o tripé atômico Leitura-Escrita-Desenho. Nas andanças da vida, meu caminho se desviou um pouco dessa área, graduei-me em Farmácia. Com muita ajuda de terapia e autoconhecimento, (re)descobri ser essa a minha paixão e meu chamado. Atacar de escritor, pelo menos por aqui. Na hora de escrever, eu misturo as minhas observações de mundo com os estudos sobre filosofia, livros que li dos diversos autores que me inspiram, animes e filmes que assisti, bato tudo no liquidificador e compartilho. É bem legal! A minha intenção é que o produto do meu trabalho possa tocar a alma de outra pessoa, assim como toca a minha. Espero que você se divirta ao ler as minhas histórias como eu me diverti ao escrevê-las.

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