P.I.S.T.A. # 18

LIBERDADE (AINDA QUE TARDE)

Hoje eu li uma frase de Fabrício Carpinejar que me chamou muito a atenção. Eis aqui o que ele escreveu: “Desperdício é nascer diferente e passar a vida inteira tentando ser igual aos outros.”

Na hora, eu me lembrei de uma frase atribuída a Carl Jung: “Nascemos originais e terminamos cópias.”

Eu então escrevi inspirado em Carpinejar e Jung, levantando a voz mental usando um megafone imaginário e convocando à revolução:

“Pelo movimento contramaré e fim do desperdício de Originais!”

Em uma semana em que há o simbolismo da Liberdade neste país, o chamado é pertinente.

Vivemos em uma sociedade engaiolada! A meta aqui é fazer mais do mesmo. Uma espécie de escravidão tácita, cunhada na mediocridade. Como canários conformados, permanecemos presos.

Mesmo quando a porta da gaiola se abre. É preferível cantar em território conhecido, onde sabemos quem ouve. Mas não haveria outros para se deleitar com nosso canto? O grito no megafone imaginário convocando meus amigos imaginários seria “Tem de haver mais!”

Colocamos nas mãos de outros as responsabilidades de (des)construir o mundo. Tanto o mundo interno quanto o externo.

Por que insistimos nesta construção de prisioneiros?

Somos um monte de fragmentos. Porém, lá no início, as peças eram originais! Lá nas nossas elaborações infantis e juvenis uma pecinha ia se descolando do quadro original e, feito máquina “Xerox” repetindo o que o Mundo Engaiolado pregava, a peça era modelada para encaixar nas mesmas engrenagens. Talvez saímos projetos de canários, mas somos moldados papagaios.

Naquele tempo aquelas elaborações faziam sentido e davam certo. Eram as defesas que em certo grau, foram necessárias para a sobrevivência.

Olha que louco, não é?

Mas o trabalho da jornada do autoconhecimento é exatamente para integrar essas pecinhas originais. Lutar para que não se torne uma cópia da Maré da mesmice (ou o que “eles, os donos da gaiola” querem que acreditemos ser verdade).

A super cola para isso é o pensamento crítico, que necessariamente deve ter o aglutinante autoamor e autoaceitação.

Por meio do poder da ressignificação, boom!, a super cola reage com os fragmentos! O canário quer cantar e sair da gaiola.

O ser integral é livre! Ele mantém suas peças originais. A integração da nossa luz e da nossa sombra nos dão liberdade. Você não gostaria de ser livre?

Veja como a terapia é uma ferramenta fortíssima para acessar esse poder.

Luís Fernando Veríssimo certa vez escreveu: “Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Aí está, temos medo do ridículo. Mas o conceito que os presos na Gaiola entendem ser ridículo. Fora dela, o ridículo é liberdade.

Portanto este bocó chama para a revolução nesta semana:

“Abram as portas da Gaiola! Liberdade ainda que tarde!!!”

O BARBEIRO DE PLANTAS #21

OCASO

O Astro Rei completa mais um ciclo.

A luz suspira entre verdes colinas.
Contorna formas para marcar o último ato.

Silhuetas
À pouca luz, vê a beleza.
Integradas formas.
Efêmeras.

Deleite com o fim do ciclo,
Início de outra penumbra.
A Lua, rocha suspensa no céu, avistada.
Na oposição à luz,
Refletida.
Sombra.

Outra jornada anunciada.
Amanhã a luz é esperada.

Ao Astro Rei pouco importa.

Mas a tua fogueira se renova.
Silhuetas para se ver.
Na treva interior, há a beleza da autorreforma.

Alimente sua chama.
A Estrela permanece acesa.

A mensagem é de esperança.
Um novo ciclo há de nascer.

P.I.S.T.A. #17

ALERGIA A “DOMINGO À TARDE”

Domingo.

Após as dezessete horas é batata: a alergia aparece com ataques de espirros e coceiras.

Um trabalho intenso do corpo rejeitando a segunda-feira que se iniciará em algumas horas. Não se trata da segunda, e sim do que significa o dia: retorno a uma rotina não raramente estressante e fora dos planos de uma vida plena. Geralmente acomete quem não se sente satisfeito com o resultado da troca de sua moeda mais preciosa, o tempo.


Precisa ser assim? Por que é assim?

Prisão.

Asas ou gaiolas? Há uma porta aberta, diria o poeta, mas recusamos a sair.

Medo ou amor?

Medo de ser um fracasso a vista da sociedade engaiolada? Amor pelos bens ou serviços que a troca do tempo proporciona (geralmente números em contas correntes)?

Há outro ângulo para se ver? Há cura para a alergia a domingos?

Questões que um terapeuta pode resolver? Essa vida, ou o que chamamos de vida, tem que ser assim?

Uma eterna peça teatral, um drama sem fim, uma busca por autorrealização, por autoafirmação, por reconhecimento alheio e afagos no Ego?

Canções ou sanções?

Prefiro me limitar a tantas coisas na prerrogativa de ser amado que não ouço mais as canções que tocam ao meu lado.

Uso antialérgico. Alopático.

Resolve, até o próximo domingo.

Pílulas de sabedoria da Rita Bee #08

SILÊNCIO

Era um dia atípico para Lina Bee. As visitas na casa da avó geralmente ocorriam nos finais de semana. Naquele meio de semana, tanta coisa aconteceu que Lina sentiu necessidade de visitar a vovó Rita Bee. 

Lina não precisava bater na porta da casa da avó para entrar. A casa sempre estava com a porta aberta para ela.

Lina atravessou o corredor seguindo o aroma de uma essência que identificou como a de bambu. Leve e refrescante, proporcionando uma sensação de serenidade e harmonia. Um silêncio imperava dentro da casa. Apenas os sons da natureza podiam ser ouvidos. O farfalhar de folhas no jardim, o canto suave dos passarinhos, o tilintar provocado por uma leve brisa no sininho de teto que fica na varanda. Tudo muito diferente do barulho intenso lá fora.

Rita Bee estava na varanda, sentada na sua poltrona feita da madeira de um carvalho nobre. Estava com seus olhos fechados. Tinha a expressão de deleite enquanto sentia a brisa suave em seu rosto. Pelo cenário, Lina percebeu que a vovó estava meditando.

Aquela cena por si só era um convite para silenciar. Lina hesitou em se sentar ao lado da avó, pois não queria atrapalhá-la com o seu barulho. Lina não conseguia ficar em silêncio.

Rita Bee percebeu sua presença, sem abrir os olhos.

— Minha neta querida, sente-se ao meu lado.

— Como sabe que sou eu, vovó?

— Senti o seu cheiro. Conheço as suas passadas. E sei que elas estão carregadas de preocupação. Vamos, sente-se aqui e sinta essa brisa em seu rosto.

Lina ficou perplexa com o nível de serenidade da avó. Uma calma inspiradora.

— Respire, minha neta. Respire fundo. Sinta o ar entrar pela sua narina, sinta o ar encher os seus pulmões, solte-o devagar. Não é incrível que esse simples movimento seja tão automático e ao mesmo tempo tão mágico e importante? 

Lina Bee respirou fundo. Sentiu os pulmões se abrirem e por um segundo teve uma sensação de paz e satisfação. 

— A respiração consciente, minha querida. É a meditação dos sábios. Meu amigo Akame, lembra dele? Foi ele quem me disse isso.

— Vovó, como posso ter a sua serenidade? Tem um “mundo de coisas” na minha cabeça. É como se muitas vozes estivessem falando ao mesmo tempo comigo. E na maioria das vezes, as vozes não falam coisas boas. Hoje eu saí correndo do trabalho, estou esgotada. Muita pressão e estresse. Com as coisas e com as outras abelhas.

— Quem está te cobrando?

— Meu chefe, meus colegas, meus amigos, meus pais!

— De quem são as vozes na sua cabeça? São deles?

Lina Bee parou por um instante como se não tivesse entendido a pergunta.

— De quem é a responsabilidade no parlatório da sua mente? – continuou instigando a vovó Rita.

— É minha. A mente é minha – concluiu Lina.

— Pois bem, então quem está te cobrando?

Lina Bee se ajeitou na poltrona e olhou para frente. Respirou fundo. Tentou sentir o silêncio. Tentou focar a atenção na respiração. Era possível sentir o aroma da essência de bambu vinda da sala. A brisa suave batia em seu rosto e o tilintar dos sininhos era a melodia que embalava aquela dança das folhas no jardim. Após estimular os seus sentidos, fechou os olhos.

Lina não viu, mas vovó Rita Bee sorriu com a sua atitude. 

Lina permaneceu naquele estado meditativo por alguns minutos. Quando abriu os olhos, a sua avó estava olhando para o jardim. 

“Ao inspirar, acalmo o corpo e a mente. Ao expirar, sorrio. Vivendo no momento presente, eu sei que esse é o único momento que tenho. Quando estamos conscientes, profundamente em contato com o momento presente, nossa compreensão do que está acontecendo se aprofunda, e começamos a ser preenchidos com aceitação, alegria, paz e amor. Sentimentos vêm e vão como nuvens num céu ventoso. Respiração consciente é a minha âncora.” 1 Este é um poema que gosto muito – recitou Rita Bee.

As duas ficaram um breve momento em silêncio, praticando meditação contemplativa. Lina Bee sentiu naquele fugaz instante uma onda de bem-estar, uma sensação de que tudo está bem. Como se um espaço fosse aberto na sua mente. Comentou isso com a sua avó.

Rita Bee vagarosamente se levantou da poltrona  e foi até a sala de estar em direção à estante de livros. Lina a acompanhou com os olhos. 

Retornou à varanda com um livro aberto na mão. Na página aparecia um símbolo. Um círculo com um ponto denso no meio. Ela explicou que aquele símbolo se chamava Circumponto e que havia explicações das mais variadas para seu significado. Vovó Rita Bee também era apreciadora de símbolos e ficava fascinada com as diversas sensações e conjecturas que despertavam. Os símbolos são uma forma de comunicação que não usa a linguagem escrita e por isso é mais poderosa, dizia ela.

— Sabe, Lina – começou Rita Bee em tom dissertativo – eu compreendo o que você está dizendo. Afinal, para mim, o silêncio é a linguagem do Todo, do Criador do Universo, da Inteligência Superior, da Origem. Alguns o chamam de Deus. Não importa o nome. Importa o que representa para você. E sendo todos nós fragmentos dessa criação, estamos todos conectados. “E por que será que é assim? Por que estamos aqui?” Estas perguntas rodeavam minha cabeça e, por vezes, me desconectavam do silêncio. E era ali que estava a minha resposta: silêncio. O silêncio esvazia a mente. Imagine que estamos preenchidos das nossas preocupações diárias, preenchidos de competição, concorrência, comparação, exauridos de afazeres e responsabilidades, exaustos de buscar a perfeição. O balde está sempre cheio, os olhos nada veem. E no silêncio está a resposta. O porquê de estarmos aqui. É para abrir espaços vazios na mente barulhenta. Reduzirmos à essência. É para expandir a nossa consciência. É o que este símbolo representa. O espaço vazio e o ponto no meio. A consciência limpa e a essência. É a resposta para mim. Não sei se é a resposta certa. É o que eu sinto.

Lina Bee escutou aquelas palavras com atenção plena. Estava totalmente presente e aberta para receber os ensinamentos argutos da avó. Já se sentia bem melhor. As suas vozes reduziram o barulho. Olhando para o símbolo, percebeu que concordava com Rita Bee. Sorriu para ela.

A Vovó Rita retribuiu o sorriso.

— Você, minha querida neta, é bem-vinda na minha casa todos os dias, em qualquer hora. A porta sempre estará aberta para você entrar no silêncio. Lembre-se de respirar com consciência. Faça isso sempre que uma voz falar mais alto. O bom de respirar é que você faz isso a todo instante. Quando você focar a atenção nela, o espaço se abrirá e você estará mais próxima da sua essência.

Lina Bee saiu da casa da avó flutuando.

1 citações de Thich Nhat Hanh, monge budista, pacifista, escritor e poeta Vietnamita.

P.I.S.T.A. #16

Escrevi quase por querer

Olá caro leitor do outro lado da telinha! Hoje tem Prosa (pra) Sortá (os) Trem Acumulado. Bora viajar nessa pista.

Ouvi no rádio outro dia a música “Quase sem querer” do Legião Urbana. Música linda. Letra magnífica.

Levanto discussão sobre uma parte, quando Renato e confrades dizem que já não sou mais tão criança a ponto de saber de tudo.

Compreendi o que ele quis dizer.  Em que pese que o poeta pouco se importa com a interpretação alheia, conforme me ensinou Manoel de Barros. Mas posso me dar o direito de dizer o que penso. Liberdade de expressão. Bom, então pensei: podemos ter duas interpretações para a palavra criança neste verso, uma carrega o sentido da imaturidade. O sentido físico, cronológico da coisa. A outra carrega o sentido espiritual.

Neste ponto gostaria de discutir com o compositor, dá-me licença Renato. Gosto mais do sentido espiritual da palavra criança. Jesus se referiu a este sentido quando disse que só entraria no Reino do Céu quem for semelhante às crianças (Mateus 19:14). Criança é sábia, é pura, desprovida de olhos  julgadores. Peritas em estado de presença.

Vejam o que Rubem Alves escreveu: “ficar como criança pequena é ficar sábio. Diz Tao Te King que o segredo do sábio, a razão por que todos olham para ele e o escutam, é que ‘ele se comporta como uma criança pequena’. O sábio é um adulto com olhos de criança.” 

É, fico com Rubem nessa.

Tao Te King ou Tao Te Ching é o livro das sabedorias e virtudes da cultura chinesa atribuído ao filósofo Lao Tse. Não sei você, mas dou uma grande moral para essas sabedorias antigas orientais.

Pensando bem, talvez Renato e seus confrades tiveram a intenção de elevar o espírito criança e delegaram a ela o poder de tudo saber, portanto o poeta já foi criança e naquela época sabia tudo. Agora é um adulto cheio de medo e distorção.

Será?

Para chegar ao estado de plenitude, creio que o Eu Superior necessariamente deve estar integrado com o Eu Criança. E este Eu Criança deve estar equilibrado, acolhido, saudável. Reiterando a frase de Rubem Alves: o sábio é um adulto com olhos de criança.

Enfim, Renato, eu aprecio a obra “Quase sem querer”. Aliás é minha canção preferida do seu repertório. Decidi sobre isso neste mesmo dia que ouvi a música na rádio em estado de presença.

Logo depois vem “La solitudine”, pela melodia e por ser cantado de forma magistral por Renato. Que talento tinha este homem brasileiro que cantava também em italiano.

Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #20

CORRE CINTILANTE

Ilumina e integra.

Ilumine dentro.
Integre dentro.

Com a luz transbordando...

Ilumine fora.
Integre fora.

Sal da terra.
Luz do mundo.

Mundo interior.
Inspira.
Mundo exterior.
Expira.

Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #19

Versos à luta histórica das Mulheres

Um viva ao sagrado feminino.
Um viva à energia de criação
De fecundidade.

Um viva ao feminino que arquiteta,
Que zela,
Que resiste,
Que está presente.

Um viva à quem transborda o sutil.

Um viva às mulheres.
Um viva especial àquela que me deu a vida.
Outro viva especial àquela que me completa.


Há dias que são todos os dias.
E hoje é um deles.

...

Esperança...

O mundo é de vocês.
E vocês precisam curar este mundo.
É nítido que o atual sistema substancialmente fálico
É falho!

Excesso de Marte.

Falta-lhe equilíbrio,
Sutileza.
Falta-lhe um espelho para reflexão.

Espelho de Vênus.

Abaixemos o escudo de Marte,
Deixemo-nos refletir no espelho de Vênus.

Deixemo-nos levar pelo caminho da integralidade.

P.I.S.T.A. #15

Sobre as necessidades da Criança Interna

Costumo imaginar que há vários Eus dentro de mim.

O Eu Criança, a minha criança interna, detêm as minhas emoções imaturas. Não raramente ela aparece. Hoje mesmo deu as caras. A minha criança traz as necessidades elaboradas na infância não atendidas e crenças muito enraizadas. Necessidades que naquele tempo da infância faziam sentido e eram verdadeiras. Afinal, era o início da jornada e éramos muito imaturos.

Acontece que crescemos fisicamente e mudamos, mas por vezes, não crescemos emocionalmente. Essas necessidades se tornam falsas quando nos tornamos adultos. A não satisfação dessas necessidades vira a morte. Aí, o Eu Criança grita!

Vem cá, minha criança, vamos sentar e tomar um café! Eu a acolho e a ouço. Eu quero ressignificar esses sentimentos originais do meu passado. Quero renunciar a necessidade falsa e abrir a verdadeira necessidade para a minha autorrealização: perceber o desenvolvimento interior. Para isso, minha criança, preciso prosseguir na busca das barreiras e crenças mais profundas da minha alma e removê-las.

Necessito de autoamor e autoaceitação, não necessito esperar que bons sentimentos provenham do exterior.

As necessidades falsas provindas das emoções imaturas da criança interna nunca serão satisfeitas. E, por vezes, estas são exigências impostas aos outros, como se os outros pudessem satisfazer a minha criança. Uma vez não atendida, perpetua-se um ciclo de frustração e sofrimento. Porém, em uma jornada consciente, o sofrimento é uma grande oportunidade para evoluir.

Minha criança interna, gostou do café?

“Não, não gostei e não entendi!”, ela poderia responder.

Com o trabalho frequente de auto-observação teremos mais oportunidades de identificar reações antes ocultas naquelas situações em que nos sentimos ansiosos e pouco à vontade em certos ambientes. 

Vamos acolher nossa criança com carinho?

Poeminhas ligeiros – “O BARBEIRO DE PLANTAS” #18

SATCITANANDA, EU SOU A PAZ

Satcitananda.
Eu sou a paz.
Eu sou a resposta para todas as minhas perguntas.

Satcitananda.
Eu sou a alegria.
A consciência do Eterno mora em mim.
Eu sou a arte da vida.
Matéria das estrelas.

Satcitananda.
Eu sou a luz que irradia amor.
O néctar que move todas as coisas.

Não tenho controle sobre o emaranhado de eventos
Nos caóticos recônditos das possibilidades.
Mas posso controlar a minha reação
diante dessas efemeridades.

O que percebo
Gera uma informação.
Dependendo do meu estado (de espírito)
Uma ruminação.

Se eu conseguir perceber 
que há algo que observa o pensamento, 
Começo a jornada do herói: 
despertando a consciência.
Engajamento.

Uma boa dose de consciência pode dissolver pensamentos hostis.
Contra os outros e contra mim.
Ver as coisas além da minha inconsciência.
Início e fim.

Quebre a roda.
“Eu sou” é a resposta.
Aqui tenho limitação.
No sutil, libertação.

Satcitananda.
Vislumbre da realidade.
Percebida por esta pequena parte.
Eu sou.